Tarsila do Amaral – Movimento modernista, Obras e Quadros Famosos

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Uma das pintoras mais incríveis que saiu do Brasil foi, certamente, Tarsila do Amaral. Nascida em uma família rica de café do interior de São Paulo, sua alta não veio da cafeína, mas da arte. Ela foi fundamental para o movimento Modernista de 1920 que varreu a arte brasileira e mundo literário. Durante seus anos de formação, Tarsila viajou várias vezes para a Europa, passando a maior parte de seu tempo em Paris, onde foi fortemente influenciado pelo cubismo e pintores da época, como Picasso (a quem ela conheceu).

O movimento modernista olhou para o cubismo e o futurismo como exemplos de como deixar para trás as regras anteriores de criação da arte, ao mesmo tempo trabalhando com rapidez e novidade. Enquanto o próprio passado poderia ser usado livremente em busca de inspiração, os métodos do passado não eram vistos como orientação ao fazê-lo. Duas fases do movimento eram conhecidas como o Pau-Brasil e Antropofagia, a primeira fase é a mais radical e fortemente oposta ao que aconteceu antes.

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A versão brasileira do movimento começou oficialmente em 1922, com a Semana de Arte Moderna, em São Paulo. Apesar de Tarsila não ter participado pois estava em Paris, ela e outro modernista famoso, Oswald de Andrade, iriam começar a fase Pau-Brasil, em 1924, com um trabalho em conjunto dos escritos de Oswald e a pintura de Tarsila. Em última análise, Pau-Brasil não foi influenciado pela arte europeia e tinha um olhar nacional, tanto no tema e em termos de estilo

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( Pau-Brasil , à esquerda, Abaporu à direita)

A segunda fase, intitulado Antropofagia , começou em 1928 com a de Tarsila Abaporu. Esta fase particular é introspectiva, também, com a visão de assimilar influências exteriores e em seguida, criar o seu próprio estilo com isso em mente. Antropofagia também foi lançada com um manifesto que acompanha, também por Oswald, com quem se casou alguns anos antes.

Depois da quebra da bolsa, Tarsia perdeu a maior parte da riqueza de sua família e se divorciou de Oswald. Ela acabou vendendo algumas pinturas para financiar suas viagens à URSS. Para o fim de suas viagens, ela acaba em Paris, quebrou, trabalhando em construção e pintura de casas. Finalmente, ela trabalha o suficiente para voltar para casa e, uma vez em casa, ela entra em uma nova fase artística preocupada com a classe trabalhadora.

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Atormentada com problemas crônicos, ela passa por uma cirurgia, onde um erro médico a deixa paralisada durante os últimos 8 anos de sua vida. Logo depois de acabar em uma cadeira de rodas, ela perde a única filha de um casamento anterior. Sua perda leva a tornar-se uma espírita chegando a fazer amizade com Chico Xavier. Ela morreu de “depressão” em 1973, mas deixou para trás centenas de pinturas, desenhos e outros trabalhos artísticos, bem como o legado de ter avançado as artes, tanto no Brasil quanto América Latina.

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